Gerador de PIN

Um PIN aleatório que nunca será 1234.

Seu PINNão sai desta página

3 tentativas e bloqueio
10 tentativas e apagamento
Tentativas ilimitadas
Mais opções

Este gerador de PIN cria um PIN numérico aleatório no seu navegador e se recusa a entregar as poucas centenas de PINs que qualquer atacante testa primeiro. Nada é enviado a um servidor.

O que é um gerador de PIN?

Um gerador de PIN cria um código só de números — a senha numérica do cartão, do celular ou de uma fechadura, em geral com quatro, seis ou oito dígitos — a partir de uma fonte aleatória, e não da sua memória. O que importa não é que os dígitos sejam especiais. É que ninguém os escolheu, nem mesmo você.

Um PIN não é uma senha curta

No Brasil, o PIN do cartão é chamado de senha, mas não se comporta como uma. As senhas ficam mais longas a cada ano; os PINs quase não mudaram em cinquenta anos — quatro dígitos, às vezes seis —, e isso não é descuido.

Um PIN é digitado num teclado numérico, muitas vezes em público, muitas vezes com pressa, às vezes por alguém que nunca daria conta de doze caracteres. Ser curto é um requisito, então um gerador de PIN não pode comprar segurança com comprimento, como faz um gerador de senhas. Ela precisa vir de outro lugar.

Por que o PIN que você escolheria é pior

As pessoas erram nisso de forma sistemática, e a diferença não é pequena. É o argumento mais forte para usar um gerador de PIN.

Numa análise de 29 milhões de PINs de quatro dígitos do Have I Been Pwned, o 1234 responde por 9,0 por cento, o 1111 por 1,6 por cento e o 0000 por 1,1 por cento. O 2580 está entre os quarenta mais comuns porque traça uma linha de cima a baixo no teclado do celular, embora a sua porcentagem não seja publicada. Se os PINs se distribuíssem por igual entre as dez mil possibilidades, cada um teria 0,01 por cento, uma barra novecentas vezes mais curta que a do 1234.

Entre 29 milhões de PINs encontrados em vazamentos, só o 1234 responde por 9,0% deles. Se a distribuição fosse uniforme, cada PIN teria 0,01%.Análise da ABC News com dados do Have I Been Pwned, de Julian Fell e Teresa Tan, janeiro de 2025.

Trinta dos cinquenta PINs mais comuns são anos que começam com 19 ou 20. Outro, o 2580, é popular só porque traça uma linha reta de cima a baixo no teclado do celular. Nenhum deles jamais sairia de um gerador de PIN.

Talvez você já tenha visto outros números sobre o 1234. Esta é a amostra mais recente e maior que conseguimos verificar.

Uma tentativa vale por novecentas

Um atacante que testa só o 1234 acerta com quase uma em cada onze pessoas. Essa única tentativa vale cerca de novecentas gastas em qualquer outro PIN, e esse é todo o argumento para usar um gerador de PIN em vez de inventar um número.

Um PIN de 4 dígitos é seguro?

“10.000 combinações” é o número errado

Todo gerador de PIN cita esse número, e sozinho ele não diz nada. Dez mil é muito para quem digita no caixa eletrônico e quase nada para um computador.

O que decide a resposta é quantos erros aquilo que você está desbloqueando tolera antes de parar de aceitar tentativas.

Um PIN de quatro dígitos gerado ao acaso, um dos 9.748 que restam depois do filtro de PINs previsíveis, enfrenta três situações muito diferentes. Com bloqueio após três tentativas, um atacante tem uma chance de 1 em 3.249, ou 0,03 por cento. Com um limite de dez tentativas, de 1 em 975, ou 0,10 por cento. Com tentativas ilimitadas sem conexão, a dez mil por segundo, o PIN cai em menos de um segundo. Os dígitos são os mesmos nos três casos; só muda a fechadura.

O mesmo PIN de 4 dígitos gerado ao acaso é perfeitamente adequado ou não vale nada, e tudo depende do que está contando as respostas erradas.Chances calculadas sobre os 9.748 PINs que restam depois do filtro; o número sem conexão supõe 10.000 tentativas por segundo, uma estimativa conservadora.

Qual comprimento escolher

Quatro dígitos bastam atrás de um bloqueio, o que cobre a senha do cartão e a maioria das fechaduras com teclado. O gerador de PIN oferece esse comprimento como predefinição justamente por isso: é o padrão nesses sistemas porque precisa ser, não porque sobra margem.

Alguns bancos brasileiros já pedem mais. No Bradesco, por exemplo, a senha do cartão de débito, que é a mesma do caixa eletrônico, tem 6 dígitos; a do cartão de crédito tem 4.

Seis dígitos multiplicam por cem o trabalho do atacante em troca de duas teclas a mais, e é por isso que este gerador de PIN começa aí. Oito servem para cofres e painéis de alarme, onde o código é digitado raramente e ninguém está na fila atrás de você.

Quando um PIN não é a resposta

Se o que você protege pode ser copiado e atacado com calma — uma imagem de disco, um arquivo criptografado, um backup —, as tentativas são ilimitadas, e qualquer comprimento de PIN que alguém aceitaria digitar cai rapidamente.

Esse caso pede uma senha gerada ou uma frase secreta. Nenhum gerador de PIN resolve, e um PIN mais longo só adia o resultado.

Os PINs que este gerador não vai dar

As cinco regras

Com o filtro ligado, este gerador de PIN descarta o resultado e sorteia de novo sempre que ele se encaixa em alguma destas regras:

  • Todos os dígitos iguais: 0000, 7777
  • Dígitos em sequência, para a frente ou para trás: 1234, 9876
  • Um par de dígitos repetido: 1212, 8383
  • Um ano de 1900 a 2029: 1986, 2004
  • Uma linha reta no teclado: 2580, 1470, 1590

Com quatro dígitos, isso remove 252 dos 10.000 e deixa 9.748. Com seis, remove 110 de um milhão, e é por isso que o filtro pesa mais nos comprimentos menores.

Dois tipos de fraqueza, e só um tem conserto

Esta é a distinção que decide o que o filtro deve e não deve fazer, e vale a pena ser preciso.

O 1234 é fraco não importa quem o escolheu, porque está no topo de uma lista que todo atacante já tem. Um gerador de PIN pode e deve se recusar a produzi-lo.

A sua data de aniversário é fraca por um motivo completamente diferente: não pelos dígitos, mas porque alguém pode descobri-la. Sorteados ao acaso, esses mesmos quatro dígitos não têm esse problema.

Por isso as datas não são excluídas

Excluir todas as datas — escritas como dia e mês, DDMM, ou no estilo americano, MMDD — tiraria várias centenas de combinações para proteger você de uma fraqueza que desaparece assim que os dígitos são aleatórios. O filtro fica só no primeiro tipo de fraqueza.

O custo do filtro, sem rodeios

Tirar resultados de um sorteio aleatório o deixa um pouco menos uniforme, e não seria honesto um gerador de PIN passar por cima disso.

Contra alguém que sabe que você usou exatamente este filtro, três tentativas passam de 0,0300% de chance para 0,0308%. Contra alguém que testa 1234, 1111 e 0000 — que é o que acontece de verdade —, a chance cai de 0,03% para zero. O custo em entropia é de 0,037 bits em 13,29.

O PIN no dia a dia

Não reutilize o PIN

Um PIN é protegido por um contador de tentativas, e não por criptografia, então a segurança dele depende de ninguém vê-lo, o que não vale para uma senha. Basta alguém espiar por cima do seu ombro uma única vez no caixa do supermercado para comprometer todas as fechaduras que usam o mesmo PIN.

Gerar outro PIN não custa nada, e esse é todo o motivo para não economizar aqui. São de quatro a seis dígitos: gere um para cada uso.

Como memorizar

Um PIN aleatório de seis dígitos é mais ou menos tão difícil de aprender quanto um número de telefone, e o mesmo truque funciona: leia em dois grupos de três e digite umas doze vezes no primeiro dia.

Não anote no cartão. Guardá-lo num gerenciador de senhas não tem problema, desde que o PIN não seja justamente o que abre esse gerenciador: esse círculo nenhum gerador de PIN consegue quebrar.

Excluir dígitos e gerar vários

Os teclados se desgastam de forma desigual, e uma tecla gasta se denuncia sozinha. Se um dígito de uma fechadura compartilhada está visivelmente polido, exclua-o aqui e o gerador de PIN vai evitá-lo por completo.

A opção de quantidade produz uma lista, útil para distribuir códigos de acesso ou preparar dados de teste. Cada PIN é sorteado de forma independente, então uma lista longa pode repetir algum: é assim que sorteios independentes funcionam.

Perguntas frequentes

O meu PIN é enviado a algum servidor?

Não. Ele é gerado por um código JavaScript que já está carregado nesta página, com a fonte de aleatoriedade criptográfica do seu navegador. Vale perguntar, porque nem sempre é assim: um dos geradores de PIN mais conhecidos explica que usa o módulo secrets do Python no servidor, ou seja, o PIN passa pela rede antes de chegar até você.

Um PIN de 4 dígitos é suficiente?

Depende inteiramente do que acontece depois de um erro. Atrás de um bloqueio após três tentativas, um PIN aleatório de 4 dígitos dá a um atacante uma chance de cerca de 0,03%, o que está ótimo. Onde as tentativas são ilimitadas, as 10.000 combinações são testadas em menos de um segundo, e nenhum PIN desse comprimento resolve.

Por que este gerador de PIN usa 6 dígitos por padrão?

Porque 6 dígitos custam só duas teclas a mais e multiplicam por cem o trabalho de um atacante. Os 4 dígitos ficam como opção predefinida porque muitos cartões e fechaduras antigas exigem esse comprimento. Usar 4 como padrão só por ser a busca mais comum seria deixar o volume de buscas ditar um conselho de segurança.

Ele pode me dar 1234?

Não enquanto a opção de evitar PINs previsíveis estiver ligada. Ela descarta sequências, dígitos todos iguais, pares repetidos, anos de 1900 a 2029 e linhas retas do teclado: 252 dos 10.000 PINs de quatro dígitos. Se você desligar a opção, os 10.000 voltam ao sorteio.

Excluir esses PINs deixa o resultado menos aleatório?

Muito pouco, e os números exatos são estes. Contra um atacante que sabe que você usou este filtro, três tentativas passam de 0,0300% de chance para 0,0308%, porque sobram menos PINs possíveis. Contra um atacante real, que testa primeiro 1234, 1111 e 0000, a chance cai de 0,03% para zero. O custo em entropia é de 0,037 bits.

Posso usar o mesmo PIN no celular e no cartão?

Melhor não. Um PIN costuma ser protegido por um limite de tentativas, e não por criptografia, então reaproveitá-lo significa que basta alguém ver você digitá-lo uma vez para abrir as duas coisas. Gere um para cada uso: são de quatro a seis dígitos, não uma frase secreta.

Usar uma data de aniversário é má ideia?

Se você escolhe a data porque é o seu aniversário, sim, porque quem conhece você pode descobri-la. Se ela sai no sorteio, os mesmos quatro dígitos não têm problema nenhum: a fraqueza nunca foram os dígitos, e sim o fato de que dava para deduzi-los a partir de você. Por isso este gerador filtra 1234, mas não 2507.

Funciona sem internet?

Sim. Depois que a página carrega, você pode se desconectar da internet e ele continua gerando, o que também é o jeito mais simples de confirmar que nada está sendo enviado.

Mais geradores gratuitos

Todos os geradores deste site funcionam no seu navegador, sem conta e sem limites, assim como este gerador de PIN. Os de chaves e segredos e o de UUID, por enquanto, só estão em inglês.

Metodologia

Atualizado em

Como os dígitos são sorteados

Cada dígito vem de crypto.getRandomValues() por amostragem por rejeição, então todos são igualmente prováveis, e o Math.random() nunca é usado. Quando as repetições não são permitidas, os dez dígitos são embaralhados pelo algoritmo de Fisher-Yates, com a mesma fonte, e os primeiros são usados.

Como o filtro é aplicado

Por rejeição, não por correção. Um PIN que se encaixa em alguma regra é descartado e outro é sorteado, o que mantém todos os PINs restantes exatamente com a mesma probabilidade. Trocar um dígito para quebrar o padrão enviesaria o resultado de um jeito difícil de ver e mais difícil ainda de analisar.

De onde vêm os números

possíveis = conjunto^comprimento − (PINs que se encaixam em alguma regra)

As regras se sobrepõem — 2020 é ao mesmo tempo um ano e um par repetido —, então, até um milhão de combinações, os PINs excluídos são enumerados em vez de somados, o que conta cada um uma única vez. Os números 252 e 9.748 desta página saem dessa enumeração e são verificados nos testes unitários.

O que não é modelado

Marcas de dedo na tela, câmeras sobre o teclado e alguém olhando você digitar. Isso derrota qualquer PIN, seja qual for o sorteio, e nenhum gerador de PIN pode evitar. O número sem conexão supõe 10.000 tentativas por segundo, uma estimativa conservadora para o hardware atual.

Privacidade

Os PINs gerados nunca são enviados pela rede, gravados, colocados na URL ou anexados a um evento de análise. Carregue a página, desconecte-se da internet e ela continua funcionando.